sexta-feira, 16 de maio de 2014

Se você fosse um animal, qual seria?


Uma CENTOPEIA!

Os meus sapatos já estão assim, preparados para entrar na mala a qualquer momento. Eu nem me considero uma consumidora voraz, mas curto bastante o "esporte".

Ah, as mulheres e seus sapatos... Tá aí uma coisa que os homens nunca vão compreender. 

Para eles, um sapato preto, um marrom, um par de tênis (nem precisa ser novo) e um chinelo já fazem o serviço. Eles nunca vão entender a alegria de se deparar com aquele par perfeito que se estava procurando para ir a uma festa, ou a comoção causada quando achamos "aquela" sandália por um preço baratinho. Eles entram na loja, compram o que precisam e vão embora. Pobrezinhos, não sabem o que é o Nirvana.

Às vezes o sapato é mequetrefe, se desfaz na primeira chuva, e em outras vai te acompanhar em tudo, até ficar bem velhinho e ganhar o merecido direito à aposentadoria. 

Um sapato desconfortável pode acabar com o seu dia, mas um confortável pode fazer toda a diferença. Foi assim com o que escolhi para o meu casamento. Foi forrado e bordado para acompanhar o vestido, ficou uma belezura. 

O tempo todo durante os preparativos, ouvi que "noiva não come!", "noiva não dança!", "noiva não aproveita a festa!". Nunca vou esquecer do fotógrafo e do cara da filmagem pedindo para que eu ficasse "um tempo" na pista de dança para eles poderem registrar tudo. 

Minha resposta? "Negócio é o seguinte, rapeize: vai ter foto com o bolo, foto com a família, os cumprimentos, e depois vocês é que se virem atrás de mim!". Dito e feito! Comi bem, me acabei de dançar, me diverti horrores e posso dizer que meu casamento foi o melhor que já fui até hoje, hahahahahaha! Eles falaram que nunca viram uma noiva tão animada! =P

Entrei na vida de casada assim: com o pé direito e muito bem calçada! 




Depois de quase sete anos guardando, hoje deixo esse par de sapatos para trás, resolvi não levá-los comigo para o nosso novo país. Eles vão ficar guardados nas fotos e na lembrança. 

Sapato todo estropiado = noiva que se divertiu muito na festa

Depois que os convidados começaram a ir embora, troquei meu sapatinho confortável (ZERO dor no pé, mesmo depois de pular na pista de dança a noite inteira igual à uma macaca!) por um belo par de Havaianas.


Hoje em dia é moda distribuir a dita cuja em festas, mas lá em 2007 isso não era tão comum. Eu já costumava deixar um par no carro para voltar dos eventos com os pezinhos menos prejudicados. É... eu tenho um fraco por Havaianas... 

Mas isso já é papo para um outro post!  ;)







quinta-feira, 15 de maio de 2014

No meio do caminho tinha uma... mala

Viajar é uma maravilha, mas... ô, troço chato que é fazer mala, né?

Temos que escolher o que vamos levar, pensar se vai estar calor, levar aquele casaco do "vai que esfria", tentar não esquecer nada... Geralmente faço um check list do que é indispensável, o que ajuda bastante.

Se tem uma coisa sem a qual não viajo de jeito nenhum, é o que chamo carinhosamente de "bolsinha do hipocondríaco". É lá que levo medicamentos de uso normal e alguns para emergências. Pode até não parecer, mas um simples Tylenol à mão pode salvar o dia. E, ainda assim, sempre acontece alguma coisa fora do roteiro que faz a gente ter que ir correndo em alguma farmácia... faz parte, especialmente no exterior, quando experimentamos comidas e bebidas que não temos o hábito de consumir, ou pegamos aquela gripe maneira.

E ainda tem a volta, quando temos que realizar o milagre da multiplicação de espaço e fazer caber todas as coisas maravilhosas que resolvemos comprar. Aí você vê que está chegando a hora de ir embora e a mala está parecendo um vulcão em erupção, com meias saindo pra todo lado, roupa suja brotando dos confins da Terra, aquele bibelô que não parecia tão frágil na loja com cara de que vai rachar ao meio com um olhar.

Começa então uma batalha épica entre você e a mala que dobrou de tamanho.

O inimigo está ali, impassível, com aquela cara de paisagem, e você tentando enfiar lá dentro a calça jeans, que veio numa boa, mas que agora parece um edredom king size que não cabe em buraco nenhum.

'Rolinhos! Vou fazer rolinhos!', e lá vai você enrolando tudo que vê pela frente. A mala parece um balcão de padaria cheio de rocamboles, mas a maldita não fecha.

Você não se dá por vencido, mas já está suando em bicas, xingando até o passarinho que está cantando lá fora. Reza por um milagre, promete que na viagem que vem não vai comprar (quase) nada.

Aquele fiozinho de dignidade que ainda lhe restava vai pras cucuias, e você faz uso de um recurso nada nobre: senta em cima do raio da mala, parecendo uma criança num pula-pula, arrasta o zíper quase arrancando os dedos fora de tanta pressão e ela fecha! Ela finalmente fecha!!!

A galera vibra, você tem vontade de sair pelo quarto dando uma volta olímpica em comemoração, pode ouvir o som dos aplausos e respira aliviado... "Vai dar tempo, vou até chegar cedo no aeroporto!!!" E então percebe que aquela necessaire gigantesca com as coisas de banheiro ficou do lado de fora. Com uma lagriminha no canto do olho, abre a mala e começa a rearrumar a bagulhada toda...

No final das contas dá tudo certo, você e a mala sobrevivem e, passado o perrengue, você se pega já sonhando com a próxima viagem...

Desta vez, a arrumação das malas está sendo completamente diferente! Não tenho que escolher nada (o que era pra ser doado já está separado) e nem me preocupar com o clima, é só tascar lá dentro absolutamente t-u-d-o que possuo! Simplificou à beça, mas o dilema continua (imagine aqui o vozeirão do Cid Moreira):

VAI CABER?

Vê se colabora, heim, Dona Mala?



segunda-feira, 12 de maio de 2014

O tempo não pára

Engraçado como minha relação com o tempo anda meio esquisita. Os dias estão passando super rápido, mesmo sendo cheios de coisas para fazer, desde a hora de acordar, até a hora de dormir. Como podem ser simultaneamente longos e curtos?

Muita coisa pra arrumar, muita gente pra se despedir... Onde é o botão de slow-motion do calendário? =P

A cada dia a curiosidade fica mais aguçada e várias perguntas pipocam na cachola: como será nosso novo país? Qual a sensação de se ouvir só alemão o tempo todo (e ainda não entender nada!)? A diversão que vai ser procurar uma nova casa, vai ser grande? Pequena? Cabeça de gente ansiosa trabalha dobrado, hahahahahaha!

E justamente pelo fato de o tempo estar voando, parece que tudo aqui tem ainda mais valor, mais cheiro, mais cor.

Nosso Dia das Mães foi porreta!

Frio na barriga. Dos Grandes. Dos bons.

Do outro lado do Atlântico vamos iniciar um novo tempo, do nosso jeito.

E que ele corra a favor do vento... feliz.






sábado, 10 de maio de 2014

Claudia, Carmen e os caixotes de feira

Em 2012 reformei dois caixotes de feira comprados no CADEG por 5 mecréus cada, e eles viraram um móvel bem interessante. Deu uma trabalheira danada, mas me diverti no processo, principalmente na parte de manusear a lixadeira!




Agora, o dito cujo vai para Maceió enfeitar a casa da Tia Claudia, que veio hoje se despedir da gente com a Sogrinha Carmen (que também já levou outras coisas. É... nossa résidence está se espalhando por aí!)

Como adoro trabalhos manuais, vou chegar na Áustria bancando a detetive para tentar descobrir onde compro coisas para artesanato. Alguém aí sabe dizer "cola quente" em alemão? =P


Registro do momento "U-huuuu! Conseguimos atochar tudo no carro!"




quinta-feira, 8 de maio de 2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Titio Marcílio também é cultura!

Além de escrever uma mensagem linda pra gente, ele ainda deu informações bem bacanas! Ah, fui obrigada a pedir autorização pra postar tudo aqui no blog, né? 

Clicando na imagem ela fica maior!

Tá contratado como guia!! =P


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Arrumação dos CDs, visita de Pai e Mãe


Caixinha de CD faz um volume do caramba! A solução foi colocá-los junto com os encartes em envelopes próprios. Só aqueles que tinham uma embalagem mais bacanuda permaneceram intocados. Deu uma diminuída esperta!


Agora, com essa história de rádio digital, YouTube, Mp3, é raro comprarmos algum. Foi bom dar uma passada pela coleção e escolher o que vou levar comigo. Na mesma hora comecei a lembrar de saídas divertidas, crises de adolescência, bagunças, viagens, aquelas faixas que tocavam o dia todo no repeat (sou dessas...). A música tem esse poder!

Esse CD tem umas letras in-crí-veis!
Mas a Marisa tem um pé feio pra cacete! Hahahahaha! 

Hoje mais coisas tomaram seu rumo, inclusive a tv do quarto, que vai pra Tia Zê, que está dodói e precisa se distrair um pouquinho! =)
- Vem cá que eu vou enfiar a tomada no seu nariz!
- Hum-hum...
(Este diálogo reflete a mais pura realidade, não foi inventado por essa que vos escreve...)

E nossa noite terminou assim: papo gostoso e café em meio ao caos da mudança! =)